Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Poluição dos Oceanos

O mar foi desde sempre considerado como um vazadouro natural e durante milénios os ciclos biológicos asseguraram em larga medida a absorção dos dejectos e a purificação das águas; constitui e possui uma grande capacidade de auto depuração e constitui um meio pouco favorável ao desenvolvimento da maioria dos germes patogénicos. Contudo, o lançamento incontrolado de águas utilizadas, provenientes de zonas urbanas, e os resíduos industriais tornaram as águas costeiras num meio propício ao desenvolvimento de microrganismos patogénicos. Embora os microrganismos não representem, em grande parte, perigo para os indivíduos que se banhem nas praias, com excepção do caso de elevadas poluições fecais, constituem um risco indiscutível para quem se alimenta de seres vivos criadas nesse meio.

 

As quantidades totais de poluentes que escoam para o mar a partir de derrames de petróleo são diminutas quando comparadas com as originadas por poluentes de outras proveniências. Estas incluem os esgotos domésticos, as descargas industriais, o escoamento de superfície urbana e industrial, os acidentes, os derrames, as explosões, as operações de descarga no mar, a exploração mineira, os nutrientes e pesticidas da agricultura, as fontes de calor desperdiçadas e as descargas radioactivas.

 

A origem em terra é estimada como responsável por cerca de 44 por cento dos poluentes que penetram no mar, sendo as fontes atmosféricas responsáveis por perto de 33 por cento. Em contrapartida, o transporte marítimo é apenas responsável por cerca de 12 por cento.

 

Zonas Mortas

 

A poluição por nutrientes de descargas de esgotos e da agricultura pode resultar em inestéticos e possivelmente perigosos “florescimentos” de algas nas águas costeiras. À medida que estes florescimentos morrem e se desintegram, consomem o oxigénio da água. Em algumas áreas, foi isto que levou, ao aparecimento de “zonas mortas”, que são locais onde o oxigénio dissolvido na água desce a níveis incapazes de sustentar a vida marinha.

 

De todas as substâncias químicas, cerca  de 4500 são conhecidas como poluentes orgânicas persistentes (POPs), e enquadram-se na categoria mais perigosa. São resistentes à decomposição, têm o potencial de se acumularem nos tecidos dos organismos vivos (vida marinha), provocando perturbações hormonais que podem, consequentemente, provocar problemas reprodutivos, levando ao cancro, e pode afectar o sistema imunitário ou interferir com o normal desenvolvimento das crianças.

 

Extracção mineira

 

A poluição por metais residuais provenientes da extracção mineira e das industrias de produção e processamento de metais pode danificar a saúde das plantas e animais marinhos, e tornar alguns alimentos do mar impróprios para o consumo humano. A contribuição das actividades humanas pode ser muito significativa: a quantidade de mercúrio introduzido no ambiente  devido a actividades industriais é cerca de quatro vezes superior à quantidade libertada por processos naturais com o desgaste e a erosão.

 

Petróleo

 

A forma de poluição mais visível e comum é a poluição petrolífera provocada por acidentes em navios petroleiros e pela lavagem dos depósitos no mar. Para além dos impactes a curto prazo facilmente visíveis, também podem ocorrer graves problemas a longo prazo. No caso do petroleiro Exxon Valdez, que encalhou no Alasca em 1989, os impactes biológicos do derrame de petróleo ainda podem ser reconhecidos, mais de 15 anos após o acidente. O Prestige, que se afundou no Largo das costas galegas no final de 2002, provoco enormes perdas económicas ao poluir mais de 100 praias em França e Espanha e destruiu completamente a indústria pesqueira local.

 

A contaminação do meio ambiente por produtos petrolíferos tem como efeito a diminuição da fotossíntese, o tornar difícil a oxigenação das águas devido à camada de hidrocarbonetos e a intoxicação de muitos animais.

 

Entre as águas que se encontram mais afectas e poluídas destacam-se as do Mar Mediterrâneo (também, por isso, designado a “fossa da Europa”), atravessado por milhares de petroleiros, as do Mar do Norte, o Canal da Mancha e os mares próximos do Japão.

publicado por grupo2_oceano às 16:22
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1 comentário:
De Anónimo a 19 de Maio de 2010 às 16:34
Está bastante interessante. Bom trabalho (;

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