Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Origem dos Oceanos

 

 Origem da água

As explicações da ciência para a origem dos oceanos são tão complexas como interessantes. Pensa-se que até num certo tempo da história da Terra, muito antes da formação dos actuais continentes, existiria uma grossa, pesada e quentíssima massa de nuvens envolvendo toda a Terra. Dessa forma, os materiais que um dia viriam a constituir a hidrosfera do planeta estariam sob a forma gasosa, nessa primeira atmosfera terrestre. Quando o arrefecimento da crosta atingiu uma temperatura critica, ainda que muito elevada, tornou-se impossível a manutenção de todos as materiais líquidos sob o estado gasoso. Então, enormes chuvas quentes, de grande poder de erosão, iniciaram o primeiro ciclo hidrológico da Terra. Uma parte da água dessas precipitações voltava à atmosfera por intensa evaporação. O restante preencheu as depressões primárias da superfície do globo, vindo a formar o primeiro grande oceano do nosso planeta.

 

Influência do movimento tectónico nos oceanos

 O movimento das placas tectónicas tem uma influência notável nos oceanos. Acredita-se que os actuais oceanos da Terra foram formados pela geração de uma nova crosta entre placas que se afastaram e que a convergência de placas deu origem a cadeias montanhosas. Os oceanos da Terra encontram-se em diferentes estádios de formação: O Oceano Pacífico é antigo e já está a diminuir em ambos os lados, o que poderá resultar na colisão da Ásia com a América do sul e do norte. O Oceano Índico está a crescer em oeste e a diminuir em leste. O Atlântico encontra-se ainda em expansão em ambos os lados e o Mar Vermelho é o embrião de um futuro oceano.

 

Porquê é que os oceanos são salgados

A água dos oceanos é salgada devido à enorme quantidade de iões dissolvidos que se encontram neles. Os iões mais abundantes são o Cloro (Cl -), o Sódio (Na+), o Magnésio (Mg++), o Sulfato (SO4--), o Cálcio (Ca+) e o Potássio (K+). Os iões mais comuns, Sódio e Cloro, compõem em comum o “sal de mesa” (NaCl) que representa 3.5% do peso total da água.

Estes iões têm origem na chuva que contém dissolvido algum dióxido de carbono proveniente do ar, o que a torna ligeiramente mais ácida (a junção de água com dióxido de carbono, forma ácido carbónico). Depois de cair, esta chuva vai para os oceanos, juntando-se em rios e dissolvendo as rochas do seu leito. O ácido que contém quebra as moléculas destas rochas dissolvidas, transformando-as em iões. Quando a água se evapora, os iões permanecem no oceano.

Embora este processo seja contínuo, os oceanos não se tornam cada vez mais salgados. Existem vários processos através dos quais os iões são retirados do mar. No entanto, a forma mais importante de remove-los é através da ligação a partículas finas que depois se depositam sobre o fundo do oceano e tornam-se sedimentos. Sob esta forma os iões não são devolvidos nem dissolvidos novamente na água do mar.

 

Origem dos nomes dos oceanos

Os nomes dos oceanos têm origem mitológica, histórica e geográfica.

O oceano Pacífico tem origem histórica. O nome foi-lhe dado em 1520 na expedição de Fernão de Magalhães e deve-se ao bom tempo que ele encontrou enquanto atravessou este oceano.

 Atlântico possui origem na mitologia. A palavra Atlântico é relativa a Atlas, deus da teogonia primitiva grega que sustentava sobre as suas costas o céu. "Atlântico" era usado na antiguidade para designar o oceano a oeste da Europa. De acordo com Hérodote, este nome é originário do povo dos Atlantes que habita em Marrocos junto ao monte Atlas. Esta denominação desapareceu, no entanto, na Idade Média, altura em que se utilizava o nome de "Mar Ocidental" ou "Mar do Norte". O responsável pelo reaparecimento do nome "Atlântico", foi o geógrafo Mercator ao colocá-lo no seu célebre mapa do mundo em 1569. A partir deste momento a nomenclatura da idade média foi gradualmente substituída por este nome, que subsistiu até aos nossos dias.
 O oceano Índico tem origem geográfica. Recebeu este nome pela sua proximidade em relação ao sub-continente da Índia.
 

 Árctico também tem origem geográfica. Por ser situado no Pólo Norte, sob a constelação Ursa Menor, recebeu seu nome derivado da palavra grega "arctos", que significa urso.

 Antárctico recebeu o seu nome por simples oposição geográfica ao oceano Árctico, pois situa-se próximo ao Pólo Sul.

publicado por grupo2_oceano às 16:00
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